Imaginário

“Abraça o Futuro”

Um dia o espírito do Planeta acorda de um sono profundo e depara-se com uma evitável degradação das condições de vida e sustentabilidade do nosso Mundo. Sim, com uma possível destruição.

Apesar de serem muitas as causas que levaram ao aumento da poluição, das desigualdades entre os povos e à falta de sustentabilidade dos recursos existentes, quase tudo causado pela ação imprópria do Homem, sente-se que ainda há um tempo próprio para proteger o planeta. É tempo de adotar medidas de consumo e produção sustentáveis, de fazer uma correta gestão dos seus recursos naturais e, sobretudo, de criar iguais oportunidades para que todos possam garantir a sua subsistência e uma vida com dignidade. No demais, é urgente inverter a problemática das alterações climáticas, para que o planeta, por si, ainda possa suportar as necessidades das gerações presentes e futuras.

O espírito do Planeta apercebe-se das inúmeras iniciativas que têm existido, no sentido de consciencializar as pessoas para estes problemas. Infelizmente, muitos destes esforços na procura de soluções concretas para a mudança acabaram num enorme fracasso, não só porque houve recusa de quem tinha poder para fazer mais, mas também pelo desinteresse dos restantes. As atitudes que dificultaram os caminhos para uma solução mais viável, mesmo entre os crentes, foram da negação do problema à indiferença, à resignação acomodada ou à confiança cega nas soluções técnicas apresentadas. Ele sabe e precisa de uma nova “onda” de solidariedade universal, de uma união que mobilize, testemunhe e crie alternativas.

Numa memória saudosista, o espírito do Planeta recorda lugares incrivelmente belos no seu estado selvagem, outrora sustentáveis e que estão (ou rapidamente podem vir a estar) inundados de resíduos, muitos deles não biodegradáveis. Desde resíduos domésticos e comerciais, passando por detritos de demolições, poluentes atmosféricos, resíduos biológicos, eletrónicos e industriais e resíduos tóxicos e radioativos. O Planeta, nossa casa, parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo.

Temendo pelo futuro do Planeta e consequentemente pela nossa própria sobrevivência, ele pensa sobre quem e de que forma poderá ajudar a salvar esta “casa comum”. Ele está determinado a acabar com a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões, e garantir que todos os seres humanos possam realizar o seu potencial com dignidade e igualdade de direitos e num ambiente saudável.

Mas quem poderá lutar contra estes males que assolam o Planeta? Pergunta ele?

Lembra-se, entretanto, que a ajuda poderá vir dos jovens. Sim, dos jovens! Jovens que não se corrompam facilmente, não se deixem levar pela destruição de um bem que é de todos e onde se impõe a necessidade de interiorizar valores que os ajudem a ser cidadãos responsáveis, solidários e com firmeza de carácter.

Este espírito pretende promover sociedades pacíficas, justas e inclusivas que estão livres do medo e da violência. Não pode haver desenvolvimento sustentável sem paz e não há paz sem desenvolvimento sustentável.

Neste sentido percorre vários povos e encontra muitos jovens que pelas suas características se enquadram no que ele quer. No entanto, estes jovens têm de ser submetidos a vários testes no sentido de estarem bem preparados para esta grande tarefa e para isso convoca-os para uma Reunião e forma uma equipa que tentará evitar a destruição do Planeta, garantindo assim a sobrevivência da humanidade.

Nessa altura os jovens são transportados para um espaço secreto, um paraíso onde não existe poluição, onde todos se organizam, responsabilizam e cuidam de uma Casa Comum. Os jovens reúnem-se longe da civilização, num espaço que lhes diz muito, um lugar que se chama Idanha. Lá, o espírito vai ensinar os segredos da natureza que se identificam com os quatro elementos básicos: Terra, Fogo, Água e Ar. Através destes elementos estes jovens irão aprender a resolver situações problemáticas relacionadas com a sustentabilidade do planeta. A grande missão destes jovens prende-se com o cuidado a ter com esta Casa Comum, logo, quando estes jovens perceberem a dimensão desta missão serão capazes de ajudar o espírito do Planeta nesta renovação.

 

Com a Terra irão aprender e arranjar estratégias para

  • erradicar a pobreza,
  • acabar com a fome através de uma agricultura sustentável,
  • promover a saúde e bem-estar e
  • proteger e recuperar todas as formas de vida na terra.

 

Através do Fogo alcançar

  • a igualdade entre homens e mulheres,
  • educação de qualidade,
  • trabalho decente e crescimento económico e
  • a Paz, a justiça e instituições eficazes.

 

Com a Água assegurar

  • água potável e saneamento,
  • vida na água,
  • indústria, inovação e infraestruturas e
  • ações contra a mudança global do clima.

 

O ar pretende criar

  • energia limpa e acessível,
  • o consumo e produção sustentáveis,
  • cidades e comunidades sustentáveis e
  • redução nas desigualdades sociais.

 

Ana Terra é uma jovem estudante com uma paixão incrível por tudo o que é ambiental, ela está disposta a fazer qualquer coisa ao seu alcance para salvar a nossa fauna e flora. Defensora da “agricultura orgânica”, também chamada de sustentável ou de subsistência, considera que a melhor forma de acabar com a pobreza reside na produção de leguminosas, pois vê neste alimento apenas benefícios e nenhum risco à saúde humana. Sabe bem que é inseparável cuidar da terra e cuidar dos pobres.

Kiko Fogueira é um jovem inteligente, bem-humorado e impulsivo que adora tocar violoncelo e ler. Ele é o mais intelectual dos quatro adolescentes e um acérrimo defensor dos direitos humanos, de uma organização mais justa da política, sonha com o modo de conseguir acabar com a violência infantil e alcançar a respetiva educação de qualidade.

Pedro Águas é um estudante de biologia marinha e conhece profundamente os vários ecossistemas dos oceanos do planeta, nos tempos livres gosta de inventar mecanismos para economizar água e torná-la potável e acessível nas várias regiões do mundo, enquanto fonte de vida. Deslumbra-se sempre com a beleza das paisagens que encontra.

Maria Brisa adora praticar todo o tipo de desporto ao ar livre e gosta de estudar física e matemática. Apesar de ter um temperamento forte no sentido de dar a conhecer a sua opinião, esta jovem demonstra muita serenidade na altura de tomar decisões, sonha em acabar com as desigualdades no mundo e está sempre pronta a envolver-se em grupos que lutam por diversas causas sociais.

O espírito do Planeta acredita que a Humanidade irá abraçar o FUTURO, porque a causa é urgente e importante – defender a CASA COMUM, que é de todos, que é Dom de Deus. Com a certeza e determinação dos jovens, tendo presente que o Criador não abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado, só a humanidade possui ainda a capacidade para esta aventura em torno da Casa Comum.

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